Mostrando postagens com marcador Lembranças da vida real. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lembranças da vida real. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Nossa já chegou 2010???



Ok, nós Esbanjadoras andamos muito relapsas com esse blog, e o pior, nós sabemos disso!

Mas vamos combinar que 2010 chegou assim, num estalar de dedos, num piscar de olhos, numa respirada mais profunda! E isso não é desculpa tudo bem.

Camecei o ano no Rio de Janeiro, em Copacabana, tá meu bem?? E depo
is disso fui pra Bahia, Caraíva mais especificamente, o paraíso em forma de lugar, lindo, lindo, lindo. E a Gabi, outra esbanjadora continua por lá. Agora sim tivemos uma boa desculpa hein.

Bom, eu não vou contar meus 7 desejos das ondas puladas, mas aqui eu desejo muito amor, muita paz, muito trabalho, muitos feriados com sol, mto mar, e mtas luas pra todos em 2010! Que seja um ano do car#$%&*@# pra todo mundo!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Uma alma lavada e um novo teto para uma família

Com certeza vai ser difícil expressar em palavras tudo o que eu senti ao fazer esse trabalho.

Foi no feriado do dia 20/11, da Consciência Negra. Eu, e mais uns 200 voluntários da ONG "Um Teto Para Meu País", fomos às favelas de regiões próximas à cidade de São Paulo, construir casas emergenciais para 20 famílias.
A comunidade que eu fui chama Jardim Maitê, em Suzano, e a família era a da Marina, onde moram ela, o marido, cinco filhos entre 15 e 4 anos, e mais dois na barriga, que chegam por aí em Maio.

Fomos de ônibus, dormimos em uma escola, dentro das salas de aula, em sleeping bags, ou colchões infláveis. Acordávamos as 7h da manhã, e íamos dormir só depois da meia-noite. Trabalhamos embaixo de sol, de chuva, muita chuva, na lama, no esgoto a céu aberto, martelamos pregos, subimos pisos, paredes e telhados. Ficamos incrivelmente cansados, mas isso apenas fisicamente.

As pessoas da comunidade colaborando muito, ajudando na mão-de-obra, na companhia, nas brincadeiras, e as crianças a deixar o ambiente mais atrapalhado, mais divertido, e muito mais prezeroso. foram três dias de trabalho pesado, mas que na hora da inauguração da casa, de ver a alegria nos olhos daquela guerreira mãe de família, e daquelas crianças valeu todo o esforço.

Quinze dias depois voltamos lá. Todos os voluntários reunidos. E foi aí que caiu a ficha do quão grandioso foi o nosso trabalho. Uma casinha simples, com móveis mais simples ainda, mas com vida. Uma família que agora pode dormir sossegada sabendo que não vão entrar ratos e outros bichos dentro de casa, que se chover eles estarão protegidos, assim como seus bens, que nos dias de frio terão um abrigo, e nos dias de calor também.

E ganhar um abraço das crianças, um sorriso no rosto, e um presente, não tem preço. A família ganhou um teto, e nós, voluntários, ganhamos um pedacinho daquela família, um tapa a cara da realidade, e um sentimento inexplicável para o resto da vida.

Quem quiser saber como fazer isso também, só clicar no site da ONG!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Aí sim.

Eles são meus amigos há muitos anos. Quase dez.

Tem gente que acredita que quando um namoro termina a gente tem que deixar tudo para trás. O namorado e tudo o que estiver no pacote. Às vezes isso acontece, é verdade. Mas, na boa, depois de seis anos com alguém, é quase impossível simplesmente deixar para trás. Tanto eu quanto ele. Principalmente quando o vínculo é verdadeiro e os valores são os mesmos. Até certos incômodos que pareciam impossíveis de serem deixados para trás, uma hora começam a serem esquecidos. Eba.

E eles são pessoas incríveis, com quem cresci e passei momentos importantíssimos da minha vida. E que, naturalmente, se tornaram meus amigos verdadeiros muito antes do tal namoro acabar. Namoro esse, que fique claro, do qual eu me orgulho imensamente de ter vivido. É daquelas passagens da vida que se tornam lembranças maravilhosas, não importa se são melhores na memória do que realmente foram na realidade. Tem coisas do passado que quando eu lembro respiro fundo, dou eu sorriso discreto e gostoso, e me orgulho de ter vivido.

E eles estiveram presentes em muitos daqueles momentos. Queridos, muito queridos. Até hoje MUITO presentes. Melhores amigos.

Sendo assim, lutei com toda a minha convicção para que o incômodo não viesse e a minha amizade com eles continuasse igual, mesmo depois do tal namoro. E a verdade é que eles abraçaram essa idéia naturalmente. A amizade já estava lá, com raízes sólidas.

Mil viagens, confissões, festas, risadas, intrigas, churrascos, confusões, rodas de violão, festas, confidências, cumplicidade, churrascos, discussões, carinho, FESTA.

No pacote, ganhei também amigas. Sim, porque eles são a maioria, mas elas são – sem mais nem menos – FODA. E, de certa forma, não tinham muito a ver com o tal namorado. Mas estavam no pacote - ainda bem! Amigas de verdade, mais que essenciais. Encontrinhos, colo, baladinhas, risadas, muito inho, companheirismo, cumplicidade, intensidade. Amor.

Muita coisa já foi posta em xeque. Para mim, para eles. Às vezes ainda são. Mas é uma turma unida, entre altos e baixos. Normal. São coisas que vêm do coração. É, é uma turma absurdamente unida.

Eles e elas, todos, são uma benção na minha vida, sem clichê. Ou o mais óbvio deles.

Para sempre.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um saudosismo

Hoje estou assim, saudosista. Aliás ando assim a algum tempo já.
Tenho saudades da minha vó, que está doentinha e já não é mais aquela minha avó de antigamente. Talvez seja isso que esteja encadeando todo o resto.
Tenho saudades das minha viagens, com a galera, onde a maioria ainda era solteira, quando as coisas eram novas, descobrir coisas era legal. Gostaria de ser igual ao Benjamin Buttom, viver de trás pra frente. Realmente deve ser o ideal.
Tenho saudades das minhas amigas, que nessa fase da vida, estão trabalhando muito para ser alguém na vida. Fazendo o "pé de meia" como dizem os ainda mais antigos.
Tenho saudades de quando ir pra balada, pegar fila, não saber o que ia acontecer lá dentro, etc, era legal.
Tenho saudades de quando eu pensava que o futuro estava longe. Que trabalhar estava longe, que se formar estava longe, que virar "gente grande" estava longe.
Tenho saudades de quando eu reclamava de uma prova no colégio. De quando eu reclamava que não poderia dormir muito à tarde porque tinha que ir pro balé. Tenho saudades de quando eu dançava balé. Da sensação de estar num palco, de reclamar de ter que ensaiar aos sábados.
Tenho saudades de quando não ter alguma coisa pra fazer no final de semana era o fim do mundo.
Tenho saudades de quando eu não precisava ficar torrando no sol na praia, de quando ele simplesmente me achava e me bronzeava por inteira, sem fazer esforço.
Tenho saudades de quando as amizades eram menos virtuais, e as emoções mais reais.
Enfim... tenho saudades!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sim, nós merecemos!

Parabéns pelo nosso dia!! Apesar de termos férias duas vezes por ano, do nosso trabalho, além de outras coisas (muitas outras coisas) é ficar recortando papel. Nós merecemos os parabéns. Por que?? Ah, vocês sabem porque.

Todo mundo lembra de pelo menos uma professora que teve na vida, seja porque era muito boa, ou muito ruim, ou muito bonita, ou muito feia, falava engraçado, tinha tique nervoso, ensinou algo de bom, ou de ruim, e por aí vai.

Ser professora é tudo de bom!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Herança de outra vida...

...que hoje não sai da cabeça - a música, que fique claro.

Me deixe
Te trazer num dengo
Prá num cafuné
Fazer os meus apelos



Tá aqui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tudo de Ben

Há uns cinco anos a TRIP fez uma festa à fantasia para comemorar o aniversário da revista.

Eu fui de freira, meu ex de presidiário. Aquela coisa, os donos da editora vestidos de Fred Flintstone e Barney, gente com bóia de patinho, meninas vestidas de Barbie. Tudo VIP Open Bar ao som de uma banda nova (aliás, se tem uma coisa que eu sei que vou sentir falta vai ser dessas festinhas...).

Enfim, antes daquela festa estavam todos ansiosos pelo show (inédito, se eu não me engano) do projeto paralelo dos integrantes da Nação Zumbi. Ninguém ainda tinha ouvido muito falar sobre a Los Sebosos Postizos.

Na hora do show, correu todo mundo lá para a frente com seus drinks em mão. “Nação tocando Jorge Ben não tem como não ser animado”, pensei, já pronta para me jogar na pixtinha. Mas, pode soar um sacrilégio para alguns o que vou dizer, depois de umas três músicas as pessoas começaram a trocar olhares e perguntar baixinho “Sou só eu ou você também tá achando um saco?” Realmente, o som é meio doidão, a maioria das músicas são bem lado B e nem todas dançantes. Aquele show – que fique claro: AQUELA apresentação - foi, digamos, um fiasco para uma festa tão animada.


Hoje, anos depois, eu estava fuçando no iTunes de um amigo meu do trabalho e encontrei o CD ao vivo “Noite do Ben”. Pirei.

Para mim, é o tipo de som inspirador, perfeito para ouvir no trabalho. As músicas que eu mais gosto são “Cinco Minutos”, a mesma que a Marisa Monte gravou, “Zumbi”, que eu também sempre curto nos shows dos Gangsters, e “Frases”, que me lembra o Chico, filho da Flá.

E aí, lembrei: em abril teve show deles e eu não quis ir.

O máximo que posso fazer, então, é deixar aqui a dica, a minha redenção e a esperança de rolar outro show em breve.

sábado, 22 de agosto de 2009

A tal da gripe

Estou assustada com essa nova (que já nem é mais tão nova assim) gripe. Suína, A, H1N1, chamem como quiser, mas está sim, realmente preocupante!

Meus alunos de 4 anos estão sabendo o que está rolando, o que por um lado é muito bom, pois eles são um alvo muito grande, por outro lado é terrível, porque mostra que o buraco é mais embaixo.

Confesso que eu mesma estava achando um pouco de exagero, mas a mídia, ao contrário do que muitos pensam não está mostrando demais, está mostrando de menos, escondendo um pouco da situação para não virar um caos.

Bom, sem extremismos e máscaras bizarras fica aí o alerta de lavar sempre as mãos, se ficar gripado se cuidar, e procurar deixar o corpitcho em dia!

PS: Siiim, voltamos a postar!!! =)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Viajar é viver o meu infinito particular

Fê, meu amor!

Confesso que durante todos esses dias não tive a menor vontade de escrever.

Faz duas semanas que estou em Buenos Aires e ainda tenho mais três pela frente. Que delícia é essa cidade. Uma São Paulo mais organizada, menor e mais européia. Há várias salas de cinema, museus e teatros por aqui. Como a cidade é beeeeeem menor que São Paulo e o centro é vivo, fica fácil estar ir a vários lugares. Eu, por exemplo, já fui 4 vezes ao cinema, uma ao teatro, em dois museus e a três feiras de rua. Em duas semanas!!! E olha que eu não tô uma turista enlouquecida que precisa conhecer tudo o mais rápido possível.

Eu não sou muito de comer doce, você sabe. Mas aqui eu estou simplesmente viciada em Dulce de Leche. Os sorvetes aqui são demais, perdem por muito pouco para os italianos que eu tomei em Florença. E a cada esquina da cidade há uma confeitaria, tipo as nossas padarias, só que especializadas em facturas, pãezinhos doces recheados. Os meus preferidos? De dulce de leche, claro. Custam só 1 peso...

E os vinhos? Baratíssimos!!! Buenos Aires não está mais tão barata como diziam ser há alguns anos, mas mesmo assim eu já sai pra jantar várias vezes e sempre tomei vinho. Muito bom.

Como uma boa cervejeira que sou, sempre que posso sento num bar e peço uma Quilmes e uma empanada de jamón e queso (queijo e presunto), como fazem quase todos os argentinos.

Você ia amar as feiras de rua daqui. São várias, por sinal. Eu moro em Palermo, o bairro mais badalado, onde estão vários restaurantes, bares e lojas descolados. No final de semana, aqui tem a feirinha da Plaza Serrano. Em San Telmo, um bairro antiguinho, todo charmoso, tem uma feira de antiguidades tipo a da Benedito Calixto, só que bem maior. Comprei um brinco rosa num brechó por lá. E na Recoleta, bairro de gente rica, tem outra feirinha de artesanatos e roupas. Lá comprei um chapéu todo retrô, rs. Outro lugar que você ia amar, e minha mãe também, é a livraria El Ateneo, da Avenida Santa Fé. Ela fica dentro de um antigo teatro, tipo o Municipal de São Paulo, sabe? Incrível. É considerada uma das mais lindas do mundo.

Puerto Madeiro era o antigo porto de Buenos Aires. Superimportante para toda a Argentina. Estava abandonado e faz alguns anos que foi restaurado. Hoje virou o ponto turístico para turistas abonados. Nas margens dos diques estão empresas importantes, apartamentos caríssimos, restaurantes e baladas igualmente caras. Fui numa balada lá na sexta passada.

Ainda não conheci La Boca, mas assim que puder eu vou. É um bairro antigo também, mas que virou periferia e depois revitalizado. Dizem que tem casinhas coloridas e coisas bacanas para ver. Depois eu te conto como foi.

O que eu mais gosto de fazer é sair andando pelas ruas e avenidas cidade. Como eu disse, a cidade é pequena e com disposição dá para ir andando para todos os lados. Agora ta fazendo bastante frio e alguns dias chove, então eu tenho que ter bastante disposição MESMO para sair andando. Uma coisa ruim desse tempo é que me dá preguiça de ir aos parques de Palermo, que são lindos. A cidade toda é super arborizada, para falar a verdade. No centro e nos bairros mais afastados há várias praças lindas. Cidade européia...

Sabe uma coisa que eu adorei? O cabelo das argentinas. Bom, elas são lindas, mas o jeito como elas arrumam o cabelo é demais. Sempre uma presilinha, um tic-tac, alguma coisa para enfeitar. Fora o corte, todo repicado e modernoso. Adorei! Mas sabe que nem todos os homens têm mulets? Falando nisso, tenho que dizer, porque até a minha mãe já me perguntou isso: sim, o que dizem é verdade, os homens argentinos são LINDOS. No metrô, na rua, o hippie que vende coisas da calçada, todos, rs.

Segunda que vem é feriado aqui, então eu vou para Mendoza visitar a Eliana, minha amiga argentina. É a cidade do vinho, no pé da Cordilheira dos Andes e próxima ao Aconcágua. Vou comprar um vinho bem gostoso para a gente tomar quando eu voltar, tá?Na primeira semana de junho quero ir a El Calafate, ver as gelerias de Perito Moreno. Pelas fotos que vi, deve ser lindo. Se não me engano, tá chovendo por lá agora...ui!

Por enquanto é isso, Fefs. Depois te escrevo e conto mais. Afinal, tô de férias, né? Não quero gastar meu precioso tempo em frente ao computador... E não vou postar fotos para não perder a graça. Quando eu voltar fazemos um jantarzinho lá em casa regado a vinhos argentinos e eu te mostro tudo. Que tal?

Te amo, pequena.

Beijos, Gabi

sábado, 9 de maio de 2009

Crepúsculo

Gosto muito de ler, sou uma leitora assídua, e gosto de ler sobre diferentes assuntos, e estilos. Já li várias biografias (Janis Joplin, Isadora Duncan...), livros de crônicas, de comédia, mas o meu forte ultimamente estão sendo os romances. Tudo começou quando eu li Feliz Ano Velho, me apaixonei logo de cara, e depois li Blecaute, do mesmo Marcelo Rubens Paiva. Após isso demorei a achar um livro que prendesse tanto a minha atenção, e foi então que apareceu um certo bruxo em minha vida. Chegou a era Harry Potter, outra perfeição da literatura. Arrisco a dizer que é a história com mais riqueza de detalhes que eu já li, e a saga que mais me intrigou e que me fez mergulhar de cabeça em seu mundo.

Em seguida vieram mais três: O Caçador de Pipas, A Cidade do Sol, e A Menina que Roubava Livros. Foi uma época divina! Um melhor que o outro. Os dois primeiros ao mesmo tempo tão parecidos e tã
o diferentes. E o último mencionado, uma lição de literatura. Muito bem escrito e muito, muito interessante. em seguida li A Casa dos Espíritos, que no começo foi difícil, mas que me prendeu demais a atençãio também.

Até que eu descobri então, relutante, pelo assunto que aborda, o Crepúsculo. Nunca imaginei que ele fosse tão absurdamente bom. Bom que eu digo, de estar no trabalho e só conseguir pensar nos personagens, falar deles pras pessoas, se imaginar lá, vivendo aquela situação, se apaixo
nar. A autora Stephenie Meyer merece meus aplausos em pé, pois li o livro em menos de uma semana, devorando-o! Agora lerei os outros, Lua Nova e Eclipse.

Assunto para um próximo post: Filmes x Li
vros!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Loucos por cachorro


Eu gosto deles de qualquer tamanho, cor ou raça. Cachorro, na minha opinião, é uma pessoa fantasiada de bicho. Eles são amorosos, amigos, companheiros, te defendem a qualquer custo, e ainda por cima te divertem.

Sou de uma família que não vive sem cachorros. Fui criada com eles, aprendi a engatinhar lado a lado, puxava rabo, orelha, passeava na rua, levava pra viajar, contava histórias, brincava no quintal. Hoje em dia tenho dois, um pequeno e um grande, mas não faço nem metade das coisas que fazia quando era criança. Tenho um pouco de inveja das crianças que conseguem aproveitar muito mais a vida do que os adultos.

Cachorros pequenos são chatos, tem o latido estridente, mas quando são comportados são como príncipes e princesas, com aquele charme e requinte. Já os grandes são brincalhões, chamam atenção, são imponentes e menos chatos quando resolvem latir, pois não latem por qualquer coisinha que se move na frente deles. Mas cada cachorro tem sua personalidade, seu modo de agir, não dá pra generalizar.

Pode ser Labrador, Basset, Pastor Alemão, Rottweiler, Pit Bull, Bull Terrier, Dálmata, São Bernardo, Poodle, Collie, Cocker, Schnauzer, Shitzu, Maltês, Pug, Vira-Lata, ou qualquer raça existente no mundo. Cachorro é tudo de bom!

sábado, 4 de abril de 2009

Porque a gente gargalha depois do susto

- hahahahahahahahahaha
- hahahahahahahahahahahahahahaha
- hahahahahahahahahahahahahaha
- ...
- ...
- ...
- mmfff, snif, snif, BUÁÁÁÁÁÁÁ
- Não, não. Fica calma, não chora, já passou.
- É, não precisa chorar, eles já foram embora e não aconteceu nada com a gente!
- Mas é que eu me assustei, eu tô nervosa...

Zoológico, piquenique, circo, Mc Donalds. O dia começou às 11h e era quase 22h. As crianças estavam felizes. Estávamos cansadas. Já tínhamos nos perdido na ida e seguíamos uma amiga para achar o caminho de volta. Zona Leste desconhecida. Já tinham lavado o pára-brisa do carro duas vezes sem que a gente quisesse. O ar-condicionado quebrou e fazia uns 30 graus lá fora. O vidro estava aberto. Estávamos cansadas. Três adultas, três crianças.


Eles chegaram gritando, deviam ter uns 12 anos. “Perdeu, perdeu”. Um deles tinha uma arma e foi para o lado da minha amiga. O outro usava uma camiseta branca e um boné. Esse parou na minha janela. “Me dá o celular”, “Eu vou atirar”. Ela, desesperada, tentou fechar o vidro, tentou andar com o carro. Num segundo, pensei: “meu celular tá no bolso da blusa, minha bolsa tá escondida atrás do meu pé, ele não viu nada, não tenho o que entregar”. Ele enfiou a mão dentro do carro, pegou um desses jornais que distribuem no farol. Procurei alguma coisa e entreguei uma caixinha de fósforo. “Não tenho nada!”. Ela, no desespero, ainda abriu a bolsa na frente do menino armado, procurou alguma coisa e entregou um perfume que ganhou da sogra. Um jornal, uma caixinha de fósforo, um perfume. O farol abriu, os dois saíram correndo.

Tudo isso deve ter durado um minuto, no máximo. Eles pareciam nervosos, inexperientes. Coincidentemente, nós duas deduzimos que a arma era de brinquedo. Ela, com o “brinquedo” apontado em sua direção. Pura dedução e um grande erro. Nessas horas, dane-se o celular, a carteira, a bolsa. Entregue tudo. Mas é difícil controlar a cabeça e tomar decisões em momentos como esse. Ainda mais com a responsabilidade do cuidado com três crianças. Mas foi como conseguimos agir... em um minuto.

- Mãe, por que você deu risada?
- Sabe quando o seu pai te dá um susto? Na hora você tem medo, mas depois solta aquela gargalhada gostosa, não é?
- É, mãe. Então posso cantar uma música? “Se você está contente bata palmas...”

31/01/2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Pois é... o Carnaval!

Eu ia passar em branco por esse tema, porque esse ano meu Carnaval nem teve tanta cara de Carnaval. Mas como eu sou brasileira percebi que não tem como escapar. Esteja onde estiver o Carnaval estará lá. Seja no axé, no samba, nos carros alegóricos, nas marchinhas, nos bailes de salão, nas espumas na mão das crianças, serpentinas e confetes.

Conheço pessoas que dizem que Salvador tem o melhor Carnaval do mundo, com aquela muvuca toda, trios elétricos, e muito beijo na boca. Também conheço pessoas que acham Minas Gerais possui o melhor Carnaval de todos. Eu particularmente conheci São Luis do Paraitinga ano passado, e apesar da superlotação achei bem bom, e que pelo ano passado já ter sido cheio, nesse ano deve ter sido impossível, então já saturou, e há ainda quem diga que não existe nada igual desfilar numa escola de samba.

Acho que esse foi o motivo que eu ia passar em branco por esse tema. Porque eu não gosto de samba, nem de carros alegóricos, não gosto de axé (apesar de já ter tido a minha fase), não gosto de muvuca (acho que to ficando velha), e Minas Gerais no Carnaval não me traz boas recordações. Mas não tem como escapar, eu achei que ficando na praia, bem quieta conseguiria sair ilesa, engano meu. Crianças pelas ruas jogando espuma nos carros, nos pedestres, nos ciclistas, nos cachorros. Bexigas de água, ou de xixi (vai saber), sendo estouradas em todos os cantos. E isso tudo sem mencionar o tanto de gente que brota do chão nessa época. Da onde sai tanta gente? Fora que a televisão é Desfile das Escolas de Samba. Porque é claro que numa casa cheia de gente, sempre tem um ou dois que querem assistir.

Enfim, mas como tudo tem a sua compensação, lá no fundo eu acho o Carnaval uma festa boa. Vou passar a comemorar agora todos os anos, o Carnaval!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Essa droga de Internet

Passei alguns dias sem computador em casa e pude perceber o tanto que a Internet pode distanciar pessoas. É bem controverso na verdade, pois se pensarmos pelo lado geográfico, naquelas pessoas que estão bem longe, é claro que a Internet é uma maravilha, MSN, Skype, webcam, entre outros. Mas e se pensarmos nas pessoas que estão perto? Faz quanto tempo que você não telefona para aquela amiga que você não vê faz tempo, mas fala de vez em quando no Messenger? Faz quanto tempo que você não reencontra seus amigos da faculdade/escola? Faz quanto tempo que você não escreve outra carta?

Outro dia recebi cartões postais de um amigo que estava fazendo mochilão pelo mundo e percebi o quão rico é receber algo com a letra da pessoa, sentindo a emoção do outro lado, vendo que realmente lembraram de você, e não simplesmente foi avisado pelo orkut ou por um nick explicativo da vida.

É claro que Internet é maravilhoso, abre muitas portas, muitos caminhos, um ótimo meio de comunicação, até de paquera. Mas pensem nisso. Lembrem do valor de receber um bilhetinho, ou de um telefonema com aquela voz tímida e nervosa, ou até mesmo ansiosa, do outro lado da linha. Certas coisas não tem preço.

Sinto pena até dos pré-adolescentes de hoje em dia, que não saberão como que é esperar que o telefone de casa toque, e você ter que sair correndo para atender antes da sua mãe e ficar fofocando ou namorando por horas. Posso estar enganada, mas acredito que a magia das paqueras e das primeiras paixonites se perca nesse mundo virtual, onde tudo se resume a orkut e MSN. Ah e claro ao bendito celular. Não existe mais a magia da surpresa. As vidas estão lá expostas, para quem quiser ver.

Viva os papéis de carta, principalmente os decorados, e viva as canetas coloridas!!!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

????

Acabei de dar à luz meus 4 filhos gêmeos. É, quádruplos. Só eu e uma babá para cuidar deles. Troca a fralda de um, dá de mamá para o outro, coloca o terceiro para dormir, dá banho no quarto, volta para o primeiro, que já precisa trocar a fralda de novo. Eles são lindos, bem branquinhos e cheirosos.

Pausa. Outra história.

Eles cresceram. Têm 4 anos. Cabeludos como o meu amigo Lucas na época do colégio. Sim, loiros. Têm nome, até. Tico, Nico, Téo e Matheus. Sim, Matheus com TH. Um corre-corre danado em casa. Mas são lindos, todos.

Pausa. Outra história.

Corre, corre. Lindos, loiros. Meus filhos. Já estão tão grandes. Corre, corre. Nico, Tico, Matheus, Téo, Raul, Pedro. Nãããããão. São só quatro, Gabriela, não tem nada de Pedro nem de Raul! Ah é... Não posso esquecer os nomes: Tico, Nico, Téo e Matheus. Nossa, tô sonhando isso faz uma semana, já? Não, não, ainda é a mesma noite. Quer dizer, o relógio já despertou umas três vezes, deve ser oito e meia. Hora de acordar?

Sonhar com gêmeos é prosperidade. E sonhar com quádruplos, significa o quê?

domingo, 25 de janeiro de 2009

Luxo

Paul Varjak to Holly Golightly

"You know what's wrong with you, Miss Whoever-you-are? You're chicken, you've got no guts. You're afraid to stick out your chin and say, "Okay, life's a fact, people do fall in love, people do belong to each other, because that's the only chance anybody's got for real happiness." You call yourself a free spirit, a "wild thing," and you're terrified somebody's gonna stick you in a cage. Well baby, you're already in that cage. You built it yourself. And it's not bounded in the west by Tulip, Texas, or in the east by Somali-land. It's wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself."




Breakfest at Tiffany's

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Dezembro já chegou

Mais uma vez, final de ano batendo na porta. O Papai Noel deve estar trabalhando que nem louco, as pessoas já não agüentam mais, todos precisam de férias, as mães, tias e avós já estão se organizando pra saber onde vai ser a ceia, quem vai levar e quem vai fazer o que. Shoppings lotados, pessoas com centenas de sacolas, lojas faturando horrores.

Mas fora isso tem as partes boas, a contagem regressiva para sair de férias, o sol que já começa a aparecer com força, e o verão que deixa as pessoas mais sorridentes.

Final de ano também é época de fazer um balanço do que foi bom e do que foi ruim, uma retrospectiva. E as promessas para o ano que vem chegando. E é claro, época de fazer uma cartinha pro Papai Noel.

Eu estou aqui pensando na minha, no que pedirei pro bom velhinho, e o que eu agradecerei a ele, por esse ano que passou, que foi tão surpreendente, tão diferente, e que passou tão rápido.


Vou esperar a cartinha da Gabi, e aí postaremos as duas juntas...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Hoje é o seu dia, que dia mais feliz!

Um dia a gente acorda e resolve olhar pra trás, lá no passado, antes mesmo de chegar no pré. E percebe que muita coisa se passou, muita mesmo. E relembrando essas histórias você vê que tem certas pessoas que fizeram parte de todas elas. Que essas são as verdadeiras amizades.

Uma dessas amizades faz 25 anos hoje, e é também uma esbanjadora nata. Com seus cabelos loiros, seu enormes olhos azuis, e seus pectus fartos, já deixou muitos corações destruídos e queixos caídos.

Minha companheira da vida, uma amiga, irmã, confidente, conselheira, pé no chão, batalhadora, inteligente... poderia ficar o dia todo aqui falando das qualidades dela, mas tenho que correr e ir dar um abraço bem apertado, falar parabéns e entregar o presente liiindo que eu fiz pra ela.

E tudo isso misturado a uma linda sexta-feira de sol...


Parabéns Rê! Amomuito.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Prata da casa

Nome: Gabriela Borges, a Gabi
Idade: 22 anos
O que mais ama no jornalismo: Sempre aprender coisas novas e curiosas, viajar para lugares legais e escrever
Um projeto: Viajar pelo mundo e fazer um curso de jornalismo na Europa

A nossa consultora
Para comemorar o primeiro ano da NaturaMov>, resolvemos apresentar uma consultora que conhece a revista bem de perto: a nossa repórter Gabriela Borges. Além de escrever ótimas reportagens, a Gabi também é uma consultora para lá de eficiente

Por Flávia Fontes

Todo dia na redação da NaturaMov> tem alguém procurando a Gabi. Ela é nossa consultora “oficial” e, como toda consultora, seu exemplar da Revista da Natura roda de mãos em mãos por aqui. Esse, aliás, é um de seus grandes truques: sempre está acompanhada da Revista. “Sempre estou com ela na bolsa. Mesmo que eu vá a um churrasco, por exemplo, eu a levo. Não fico oferecendo, mas pode ter alguém que queira alguma coisa”, revela.

Foi assim desde o começo. Ela lembra que em seu primeiro ciclo estava com medo de não conseguir a pontuação para fazer os pedidos. Aí aconteceu o inesperado, um dia na faculdade (Gabi cursa o último ano de jornalismo), caiu uma chuva muito forte e ninguém saiu da sala de aula no intervalo. Resultado: como estava com a revista na bolsa, começou a mostrar e logo fechou seus primeiros pedidos. Desde esse dia, conquistou muitos clientes entre os colegas de curso.

A Gabi gosta de vender e por isso, mesmo com pouco tempo de consultoria - começou em outubro de 2005 - já elaborou um monte de estratégias. Entre elas está um pequeno estoque de produtos para pronta entrega. No fim do ano, Gabi comprou um kit de Natal dos sabonetes tododia (em tamanho mini), separou um de cada fragrância e guardou em saquinhos separados para levar na bolsa. “Se uma pessoa está em dúvida, eu tenho os produtos para que elas possam sentir o perfume”, revela. A mesma tática ela usa com as amostras de perfume: sempre que alguém quer comprar um perfume, oferece as opções de fragrâncias.

Vida de repórter
A Gabi começou a trabalhar aqui na NaturaMov> em agosto do ano passado. Mas antes disso, ela já fez bastante coisa. Durante dois anos fez estágio em uma assessoria de imprensa. Depois, conseguiu ser estagiária na TPM (Trip para Mulheres), uma das revistas aqui da editora Trip (onde fica a nossa redação). Logo passou a escrever matérias para a Gol e a Pão de Açúcar. Para melhorar ainda mais na profissão, a Gabi resolveu parar um pouco e foi estudar inglês na Austrália. “Achei que era a melhor forma de aprender e, como gosto muito de viajar, uni o útil ao agradável”, diz. Nove meses depois, estava de volta ao Brasil e ao jornalismo: de novo aqui na editora, veio ajudar no site da revista Trip. Em pouco tempo, outra mudança: foi fazer o projeto editorial do site Pesca e Cia. Ano passado, a Gabi finalmente foi contratada pela NaturaMov>. “Foi a primeira vez que tive um rotina de repórter de verdade e senti uma responsabilidade maior”, revela. E ser consultora ajuda a ser repórter? “Ajuda, eu conheço mais os produtos e escrevo melhor”, diz. Nós concordamos com ela.

Os campeões de venda na redação
Ekos Castanha - polpa hidratante para as mãos
Shampoo UVplant
Sabonetes da linha Tododia

Dicas da Gabi
Ficar sempre com a revista na bolsa
Ter alguns produtos para a pronta-entrega
Montar alguns kits com sabonetes para as pessoas poderem escolher a fragrância
Ser muito organizada. “Anotar quanto vendeu, quanto comprou, qual seu lucro”
Anotar o que as pessoas compram. “Você pode oferecer os produtos novamente”

Conquistas da Gabi
Conseguiu guardar dinheiro. “Todo meu lucro vai para a poupança”
Conheceu mais gente
Acaba conversando com pessoas de áreas diferentes da revista



Ontem uma amiga aqui da redação me pediu uma informação sobre a NaturaMov>, revista que eu fiz por alguns meses na Trip e eu achei uns textos antigos. Quando íamos comemorar 1 ano da revista, a Natura resolveu acabar com o projeto por "questões estratégicas" (sempre elas). Mas nós já tínhamos feito a edição inteira, que nunca foi publicada. Eu escrevi uma matéria ótima sobre homossexualidade - a Natura era beeem menos careta - e a Flavinha, minha chefe na época e grande amiga hoje em dia, fez um perfil sobre mim. Sim, sobre mim! Fiz também o meu primeiro ensaio de fotos. Eu era repórter da revista e Consultora Natura - vendia horrores na Trip naquela época. O objetivo da matéria era celebrar o aniversário da revista com uma “prata da casa”.

Isso foi em 2005, faz três anos e eu tinha 22. Engraçado, muita coisa mudou. E eu sou jornalista, então é duplamente engraçado, pois eu costumo entrevistar e não ser entrevistada.

Minha vida tá diferente. Fiquei dois anos como repórter das revistas da Natura e depois um ano como editora. Mas acabei rodando ainda mais pela Trip e hoje sou repórter de outras revistas. Não sou mais Consultora, depois de tanto tempo não conseguia mais ouvir falar em Natura. Comprei um carro, terminei com o namorado, fui pra Europa, me formei na faculdade. Hoje, já não tenho mais o curso de jornalismo fora do Brasil como prioridade. Penso nisso, mas tenho cogitado comprar um ap e fazer uma pós por aqui.

Me fez parar para pensar...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

MIGUxXxexXx

Provavelmente todos que entram aqui são pessoas que passam algum tempo em frente ao computador, e conhecem um vocabulário bastante usado por pirralhos, esquisitos, e sei lá mais quem, conhecido como Miguxês.

Pra quem não conhece vou tentar explicar. É uma forma totalmente bizarra de utilizar nossa tão linda Língua Portuguesa, com abreviações toscas, letras maiúscula e minúscula se misturando no meio da palavra, e diminutivos desnecessários. Colocarei aqui um exemplo:

olah GenTi...KERIAh mostrAh kI A MinHaH IndiGNaXXaum eh ValIDah...... escrEVe AXXim DEvI deMoRah MTu...I aTRofiaH U CerEBru duxXx USuAriuxXx...... BJxXx

Tradução: Olá gente, queria mostrar que a minha indignação é válida. Escrever assim deve demorar muito, e atrofiar o cérebro dos usuários. Beijos

Se não fosse trágico seria engraçado, porque vamos ser sinceros, é bem difícil de ler o que está escrito. Mas eu fico imaginando se as crianças estão escrevendo assim na escola, e desconfio que sim. Portanto gostaria de deixar aqui o meu protesto contra o miguxês.



Agora, se você quiser se divertir um pouquinho, entra nesse site, que é um tradutor do português para o miguxes!!! Rs