quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tudo de Ben

Há uns cinco anos a TRIP fez uma festa à fantasia para comemorar o aniversário da revista.

Eu fui de freira, meu ex de presidiário. Aquela coisa, os donos da editora vestidos de Fred Flintstone e Barney, gente com bóia de patinho, meninas vestidas de Barbie. Tudo VIP Open Bar ao som de uma banda nova (aliás, se tem uma coisa que eu sei que vou sentir falta vai ser dessas festinhas...).

Enfim, antes daquela festa estavam todos ansiosos pelo show (inédito, se eu não me engano) do projeto paralelo dos integrantes da Nação Zumbi. Ninguém ainda tinha ouvido muito falar sobre a Los Sebosos Postizos.

Na hora do show, correu todo mundo lá para a frente com seus drinks em mão. “Nação tocando Jorge Ben não tem como não ser animado”, pensei, já pronta para me jogar na pixtinha. Mas, pode soar um sacrilégio para alguns o que vou dizer, depois de umas três músicas as pessoas começaram a trocar olhares e perguntar baixinho “Sou só eu ou você também tá achando um saco?” Realmente, o som é meio doidão, a maioria das músicas são bem lado B e nem todas dançantes. Aquele show – que fique claro: AQUELA apresentação - foi, digamos, um fiasco para uma festa tão animada.


Hoje, anos depois, eu estava fuçando no iTunes de um amigo meu do trabalho e encontrei o CD ao vivo “Noite do Ben”. Pirei.

Para mim, é o tipo de som inspirador, perfeito para ouvir no trabalho. As músicas que eu mais gosto são “Cinco Minutos”, a mesma que a Marisa Monte gravou, “Zumbi”, que eu também sempre curto nos shows dos Gangsters, e “Frases”, que me lembra o Chico, filho da Flá.

E aí, lembrei: em abril teve show deles e eu não quis ir.

O máximo que posso fazer, então, é deixar aqui a dica, a minha redenção e a esperança de rolar outro show em breve.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Fim de um Ciclo*

(Para a Flá)

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.


Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.

E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.



*Dizem que esse texto é do Fernando Pessoa, poeta e escritor português. Mas, como esse crédito vem da internet, eu não posso confirmar a autoria. Vale, então, pelo significado da mensagem.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Etnocentrismo, entendeu?


Dica da Key, que sabe do meu vício por tirinhas e quadrinhos.
Essa vem da série "Burka Babes", de Peter De Wit, de 2008.
Gostei tanto, mas tanto, que entrei no site da Amazon e comprei um exemplar...
Você encontra outras tirinhas da série no site da revista semanal francesa Courrier Internacional.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um Teto Para Meu País

Desde que eu era mais nova eu procurava algum jeito de ajudar as pessoas que não foram tão abençoadas como eu pela vida. Pensei em orfanatos, asilos, abrigos, etc. E foi então que, com 26 anos, me apresentaram essa ONG. Um Teto Para Meu País é uma organização formada apenas por universitários, jovens que colocam a mão na massa. Constroem casas em favelas e comunidades carentes, para aqueles que moram em lugares inacreditáveis e inaceitáveis, com a família inteira. Eu poderia fazer um texto enorme aqui para explicar tudo direitinho, mas a questão é que neste sábado dia 29/08/09 terá a 1ª Grande Coleta. O que é isso? Jovens em diversos pontos da cidade, em esquinas mais precisamente, arrecadando dinheiro para mais uma construção dessas casas. O nome da coleta é "Construa com R$5,00", porque se cada carro que falarmos doar apenas essa quantia já vamos conseguir construir um número significativo de casas. Quem se interessar e quiser saber mais pode entrar no site. Vale a pena, porque é uma iniciativa muito legal! Fica a dica...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Entendeu?

"É preciso esclarecer: se todo exotismo é um tipo de diferença, nem toda diferença é exótica; a diferença compara e relaciona, já o exotismo separa e isola; a diferença produz uma teoria política, o exotismo produz militância à parte da etnografia".
Do texto "Análise antropológica de rituais", de Mariza G.S. Peirano

Esse ano me propus a fazer pós-graduação uma vez por mês lá em Buenos Aires e estudar (e como!) antropologia. Sempre me interessei pelas ciências sociais e a possibilidade de estudar uma de suas áreas em outro país latino-americano me desafiou.

Para quem não sabe, e sempre me pergunta por que escolhi essa área, a antropologia tem a mesma base do jornalismo para mim. É uma ciência que estuda o homem e a humanidade em todas as suas dimensões; a relação do homem com o outro, seus hábitos, seus mitos, suas crenças, seus rituais, suas linguagens.

Acredito que a melhor maneira de se produzir uma boa reportagem é vivenciar aquilo que se pesquisa. Ir a campo MESMO. Na antropologia, isso é feito, assim como no jornalismo, a partir dos três conceitos básicos de olhar, escutar e escrever; e ainda com base na etnografia, metodologia de observação e análise de grupos humanos, na busca por relatar, com a maior fidelidade possível, a vida de cada um deles.

Tenho certeza de que vou entender e refletir sobre muita coisa interessante durante o curso. Como logo na primeira aula, em que aprendi sobre etnocentrismo, a maneira de ver o mundo a partir do conceito civilizacional de superior, ignorando as diferenças em relação aos povos tidos como inferiores. Ou seja, como se o que se sabe e se conhece, a cultura e os valores, fossem superiores e mais corretos do que de outras sociedades muitas vezes consideradas “exóticas”. É a tendência do ser humano de repudiar ou negar tudo que lhe é diferente. Preconceito puro e totalmente recorrente nos dias de hoje.
Antropojornalismo, no Observatório da Imprensa, em 2001.

sábado, 22 de agosto de 2009

A tal da gripe

Estou assustada com essa nova (que já nem é mais tão nova assim) gripe. Suína, A, H1N1, chamem como quiser, mas está sim, realmente preocupante!

Meus alunos de 4 anos estão sabendo o que está rolando, o que por um lado é muito bom, pois eles são um alvo muito grande, por outro lado é terrível, porque mostra que o buraco é mais embaixo.

Confesso que eu mesma estava achando um pouco de exagero, mas a mídia, ao contrário do que muitos pensam não está mostrando demais, está mostrando de menos, escondendo um pouco da situação para não virar um caos.

Bom, sem extremismos e máscaras bizarras fica aí o alerta de lavar sempre as mãos, se ficar gripado se cuidar, e procurar deixar o corpitcho em dia!

PS: Siiim, voltamos a postar!!! =)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Eu adoro a Vila Madalena

Como uma boa fã de cerveja gelada, sou frequentadora assídua da Mercearia São Pedro, do Filial, do Empanadas...

Trabalhei por muitos anos em Pinheiros, bairro vizinho que eu também adoro, então happy hour na Vila era sempre unir o útil ao agradável. Mas, até um mês atrás, eu só conhecia mesmo os bares. Um restaurante ou uma lojinha a mais e olhe lá.

Foi então que comecei a trabalhar na rua Fradique Coutinho, entre a Aspicuelta e a Wisard – no meio do agito.

Ainda estou naquela fase de encanto. De dia, o clima na Vila é outro. Faça chuva ou faça sol, sair para almoçar é sempre agradável, parece cidade do interior. As casas são coloridas, tem bastante árvore e muitas as pessoas almoçam nos mesmos bares em que fazem happy hour, algumas até acompanhadas de um chopinho. Às vezes, somos surpreendidos por alguma intervenção artística relâmpago.

Seja qual for a rua, há várias lojinhas modernas, de roupas diferentes, de bolsas coloridas, brechós, casa de bonecas, sebos, fora as escolas de teatro, de artes, de dança... A inspiração foi tanta que comecei a fazer aula de tecido e trapézio no Galpão do Circo, na Girassol.

Hoje, fui almoçar com duas amigas queridas no Florinda, um restaurante todo charmozinho, na esquina da Aspicuelta com a Harmonia. No cardápio, saladas, massas leves, quiches, sopas e sobremesas caseiras. Pedi a “Quentinha” - com entrada, prato principal, suco e café – que hoje tinha limonada, talharim com molho de gorgonzola e uma DELICIOSA sopa de abóbora. Eu não tomo café, mas o lugar é perfeito para tomar um ou comer um bolo caseiro durante a tarde. Fica a dica, pois é comida ótima a preço justo!

Na volta, me deu vontade de parar em todas as lojinhas (o que não foi possível porque eu já tinha feito muito tempo de almoço) e acabei elegendo, por enquanto, a Aspicuelta como a minha rua favorita.


Café Florinda: Rua Aspicuelta, 181. Tel.: (11) 3814-1060

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Made in Japan


A-DO-RE-I a idéia.
Nada pior do que estar na rua segurando o guarda-chuva - não importa se é uma tempestade ou uma garoa - e o telefone tocar.
Olha que lindo, agora não é mais preciso segurar o guarda-chuva com o queixo!!!
Incrível, vai?

Li a dica no
Blue Bus e o acessório está à venda na Amazon japonesa.
Se você conseguir entender alguma coisa lá, além dos números, me avisa?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Tem alguém aí?

Que feio. Dois meses sem passar por aqui...

Mas hoje é segunda, o final de semana foi ensolarado.Parece que São Pedro resolveu manter o céu azul e o clima delicioso. Tá todo mundo mais alegrinho por ai.

Nada melhor para começar bem a semana e voltar a escrever, assim como o sol voltou a brilhar em São Paulo.


E, Fê, isso é uma convocação!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Inesquecível

Cheguei sábado de viagem. Ainda tô processando tudo. Na verdade, processando inconscientemente, coisa que eu pratiquei muito nessas férias. Deixar rolar, sem ansiedade.

Ontem fui almoçar com a Juli e a Flá, duas lindas, mais o Chiquinho. Quando voltei para casa, me enfiei na rede com meu irmão e a Lu. A rede lá da sala de televisão é de casal, bem grandona, cabe na boa três pessoas enroladas em um cobertor. Assistimos um pouquinho Animal Planet, o "canal dos bichos" - programa preferido do meu irmão em domingos friorentos. Depois, assistimos a um filme japônes que a Lu precisava ver para a faculdade. Entre dormidinhas durante 118 minuto, adorei a história de "Depois da Vida", de Hirokazu Kore-eda.

Depois que as pessoas morrem, elas vão para um lugar onde têm três dias para escolher um momento inesquecível da vida para rever antes de partir para a eternidade. Só um. Quem não consegue escolher, fica lá trabalhando para ajudar as pessoas que chegam. Imagina, dos meus 25 anos escolher só um momento inesquecível. Difícil.


Em outra parte, como num exercício para ajudá-los, essas pessoas que os ajudam propõem que eles pensem nas lembranças mais antigas de suas vidas. E concluem que a maioria das pessoas lembra de coisas que se passaram entre 3 e 4 anos de vida. Verdade! Eu lembro de estar em Atibaia com a minha tia e com as minhas primas, a Ju e a Baia. A Baia tinha acabado de nascer, porque a Biti ainda a amamentava, então, eu devia ter uns 4 anos. Indo mais longe, lembro de estar no colo da minha mãe mamando. Juro, lembro das sensações, do cheiro e do calor e do conforto do colo dela. Mas não sei se é lembrança mesmo ou memória inventada com base em fotos e histórias que ela me conta...

Eles dizem também, no filme, que se a gente entra na água, fecha os olhos e bóia, temos sensações de lembrança de quando estavamos no útero da nossa mãe. Outra verdade. Eu adoro entrar na piscina ou numa banheira quentinha, fechar os olhos e "escutar" o silêncio da água. Paz.

Temas pra pensar por dias, vai?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Viajar é viver o meu infinito particular

Fê, meu amor!

Confesso que durante todos esses dias não tive a menor vontade de escrever.

Faz duas semanas que estou em Buenos Aires e ainda tenho mais três pela frente. Que delícia é essa cidade. Uma São Paulo mais organizada, menor e mais européia. Há várias salas de cinema, museus e teatros por aqui. Como a cidade é beeeeeem menor que São Paulo e o centro é vivo, fica fácil estar ir a vários lugares. Eu, por exemplo, já fui 4 vezes ao cinema, uma ao teatro, em dois museus e a três feiras de rua. Em duas semanas!!! E olha que eu não tô uma turista enlouquecida que precisa conhecer tudo o mais rápido possível.

Eu não sou muito de comer doce, você sabe. Mas aqui eu estou simplesmente viciada em Dulce de Leche. Os sorvetes aqui são demais, perdem por muito pouco para os italianos que eu tomei em Florença. E a cada esquina da cidade há uma confeitaria, tipo as nossas padarias, só que especializadas em facturas, pãezinhos doces recheados. Os meus preferidos? De dulce de leche, claro. Custam só 1 peso...

E os vinhos? Baratíssimos!!! Buenos Aires não está mais tão barata como diziam ser há alguns anos, mas mesmo assim eu já sai pra jantar várias vezes e sempre tomei vinho. Muito bom.

Como uma boa cervejeira que sou, sempre que posso sento num bar e peço uma Quilmes e uma empanada de jamón e queso (queijo e presunto), como fazem quase todos os argentinos.

Você ia amar as feiras de rua daqui. São várias, por sinal. Eu moro em Palermo, o bairro mais badalado, onde estão vários restaurantes, bares e lojas descolados. No final de semana, aqui tem a feirinha da Plaza Serrano. Em San Telmo, um bairro antiguinho, todo charmoso, tem uma feira de antiguidades tipo a da Benedito Calixto, só que bem maior. Comprei um brinco rosa num brechó por lá. E na Recoleta, bairro de gente rica, tem outra feirinha de artesanatos e roupas. Lá comprei um chapéu todo retrô, rs. Outro lugar que você ia amar, e minha mãe também, é a livraria El Ateneo, da Avenida Santa Fé. Ela fica dentro de um antigo teatro, tipo o Municipal de São Paulo, sabe? Incrível. É considerada uma das mais lindas do mundo.

Puerto Madeiro era o antigo porto de Buenos Aires. Superimportante para toda a Argentina. Estava abandonado e faz alguns anos que foi restaurado. Hoje virou o ponto turístico para turistas abonados. Nas margens dos diques estão empresas importantes, apartamentos caríssimos, restaurantes e baladas igualmente caras. Fui numa balada lá na sexta passada.

Ainda não conheci La Boca, mas assim que puder eu vou. É um bairro antigo também, mas que virou periferia e depois revitalizado. Dizem que tem casinhas coloridas e coisas bacanas para ver. Depois eu te conto como foi.

O que eu mais gosto de fazer é sair andando pelas ruas e avenidas cidade. Como eu disse, a cidade é pequena e com disposição dá para ir andando para todos os lados. Agora ta fazendo bastante frio e alguns dias chove, então eu tenho que ter bastante disposição MESMO para sair andando. Uma coisa ruim desse tempo é que me dá preguiça de ir aos parques de Palermo, que são lindos. A cidade toda é super arborizada, para falar a verdade. No centro e nos bairros mais afastados há várias praças lindas. Cidade européia...

Sabe uma coisa que eu adorei? O cabelo das argentinas. Bom, elas são lindas, mas o jeito como elas arrumam o cabelo é demais. Sempre uma presilinha, um tic-tac, alguma coisa para enfeitar. Fora o corte, todo repicado e modernoso. Adorei! Mas sabe que nem todos os homens têm mulets? Falando nisso, tenho que dizer, porque até a minha mãe já me perguntou isso: sim, o que dizem é verdade, os homens argentinos são LINDOS. No metrô, na rua, o hippie que vende coisas da calçada, todos, rs.

Segunda que vem é feriado aqui, então eu vou para Mendoza visitar a Eliana, minha amiga argentina. É a cidade do vinho, no pé da Cordilheira dos Andes e próxima ao Aconcágua. Vou comprar um vinho bem gostoso para a gente tomar quando eu voltar, tá?Na primeira semana de junho quero ir a El Calafate, ver as gelerias de Perito Moreno. Pelas fotos que vi, deve ser lindo. Se não me engano, tá chovendo por lá agora...ui!

Por enquanto é isso, Fefs. Depois te escrevo e conto mais. Afinal, tô de férias, né? Não quero gastar meu precioso tempo em frente ao computador... E não vou postar fotos para não perder a graça. Quando eu voltar fazemos um jantarzinho lá em casa regado a vinhos argentinos e eu te mostro tudo. Que tal?

Te amo, pequena.

Beijos, Gabi

sábado, 9 de maio de 2009

Crepúsculo

Gosto muito de ler, sou uma leitora assídua, e gosto de ler sobre diferentes assuntos, e estilos. Já li várias biografias (Janis Joplin, Isadora Duncan...), livros de crônicas, de comédia, mas o meu forte ultimamente estão sendo os romances. Tudo começou quando eu li Feliz Ano Velho, me apaixonei logo de cara, e depois li Blecaute, do mesmo Marcelo Rubens Paiva. Após isso demorei a achar um livro que prendesse tanto a minha atenção, e foi então que apareceu um certo bruxo em minha vida. Chegou a era Harry Potter, outra perfeição da literatura. Arrisco a dizer que é a história com mais riqueza de detalhes que eu já li, e a saga que mais me intrigou e que me fez mergulhar de cabeça em seu mundo.

Em seguida vieram mais três: O Caçador de Pipas, A Cidade do Sol, e A Menina que Roubava Livros. Foi uma época divina! Um melhor que o outro. Os dois primeiros ao mesmo tempo tão parecidos e tã
o diferentes. E o último mencionado, uma lição de literatura. Muito bem escrito e muito, muito interessante. em seguida li A Casa dos Espíritos, que no começo foi difícil, mas que me prendeu demais a atençãio também.

Até que eu descobri então, relutante, pelo assunto que aborda, o Crepúsculo. Nunca imaginei que ele fosse tão absurdamente bom. Bom que eu digo, de estar no trabalho e só conseguir pensar nos personagens, falar deles pras pessoas, se imaginar lá, vivendo aquela situação, se apaixo
nar. A autora Stephenie Meyer merece meus aplausos em pé, pois li o livro em menos de uma semana, devorando-o! Agora lerei os outros, Lua Nova e Eclipse.

Assunto para um próximo post: Filmes x Li
vros!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Loucos por cachorro


Eu gosto deles de qualquer tamanho, cor ou raça. Cachorro, na minha opinião, é uma pessoa fantasiada de bicho. Eles são amorosos, amigos, companheiros, te defendem a qualquer custo, e ainda por cima te divertem.

Sou de uma família que não vive sem cachorros. Fui criada com eles, aprendi a engatinhar lado a lado, puxava rabo, orelha, passeava na rua, levava pra viajar, contava histórias, brincava no quintal. Hoje em dia tenho dois, um pequeno e um grande, mas não faço nem metade das coisas que fazia quando era criança. Tenho um pouco de inveja das crianças que conseguem aproveitar muito mais a vida do que os adultos.

Cachorros pequenos são chatos, tem o latido estridente, mas quando são comportados são como príncipes e princesas, com aquele charme e requinte. Já os grandes são brincalhões, chamam atenção, são imponentes e menos chatos quando resolvem latir, pois não latem por qualquer coisinha que se move na frente deles. Mas cada cachorro tem sua personalidade, seu modo de agir, não dá pra generalizar.

Pode ser Labrador, Basset, Pastor Alemão, Rottweiler, Pit Bull, Bull Terrier, Dálmata, São Bernardo, Poodle, Collie, Cocker, Schnauzer, Shitzu, Maltês, Pug, Vira-Lata, ou qualquer raça existente no mundo. Cachorro é tudo de bom!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Frase do dia

Sinta o medo, mas não permaneça nele.

sábado, 4 de abril de 2009

Porque a gente gargalha depois do susto

- hahahahahahahahahaha
- hahahahahahahahahahahahahahaha
- hahahahahahahahahahahahahaha
- ...
- ...
- ...
- mmfff, snif, snif, BUÁÁÁÁÁÁÁ
- Não, não. Fica calma, não chora, já passou.
- É, não precisa chorar, eles já foram embora e não aconteceu nada com a gente!
- Mas é que eu me assustei, eu tô nervosa...

Zoológico, piquenique, circo, Mc Donalds. O dia começou às 11h e era quase 22h. As crianças estavam felizes. Estávamos cansadas. Já tínhamos nos perdido na ida e seguíamos uma amiga para achar o caminho de volta. Zona Leste desconhecida. Já tinham lavado o pára-brisa do carro duas vezes sem que a gente quisesse. O ar-condicionado quebrou e fazia uns 30 graus lá fora. O vidro estava aberto. Estávamos cansadas. Três adultas, três crianças.


Eles chegaram gritando, deviam ter uns 12 anos. “Perdeu, perdeu”. Um deles tinha uma arma e foi para o lado da minha amiga. O outro usava uma camiseta branca e um boné. Esse parou na minha janela. “Me dá o celular”, “Eu vou atirar”. Ela, desesperada, tentou fechar o vidro, tentou andar com o carro. Num segundo, pensei: “meu celular tá no bolso da blusa, minha bolsa tá escondida atrás do meu pé, ele não viu nada, não tenho o que entregar”. Ele enfiou a mão dentro do carro, pegou um desses jornais que distribuem no farol. Procurei alguma coisa e entreguei uma caixinha de fósforo. “Não tenho nada!”. Ela, no desespero, ainda abriu a bolsa na frente do menino armado, procurou alguma coisa e entregou um perfume que ganhou da sogra. Um jornal, uma caixinha de fósforo, um perfume. O farol abriu, os dois saíram correndo.

Tudo isso deve ter durado um minuto, no máximo. Eles pareciam nervosos, inexperientes. Coincidentemente, nós duas deduzimos que a arma era de brinquedo. Ela, com o “brinquedo” apontado em sua direção. Pura dedução e um grande erro. Nessas horas, dane-se o celular, a carteira, a bolsa. Entregue tudo. Mas é difícil controlar a cabeça e tomar decisões em momentos como esse. Ainda mais com a responsabilidade do cuidado com três crianças. Mas foi como conseguimos agir... em um minuto.

- Mãe, por que você deu risada?
- Sabe quando o seu pai te dá um susto? Na hora você tem medo, mas depois solta aquela gargalhada gostosa, não é?
- É, mãe. Então posso cantar uma música? “Se você está contente bata palmas...”

31/01/2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

É isso, na verdade.


Não tem tu, vai tu mesmo.

...mas, sabe, a sensação é de que tudo que aparece é só um prêmio de consolação. E que na verdade o pedacinho conseguido daquilo que tanto se quer até traz uma imensa sensação de plenitude deliciosa na hora, mas só completa o espaço naquele momento; depois é tudo sugado e fica um vazio. Sim, de certa forma isso já estava combinado, mas o negócio é forte e fica inevitável não criar nada de expectativa. É, expectativa é sempre uma merda. Esse meio termo é cruel, entende? No fim das contas, e por maior que seja o esforço, acaba que nada preenche de verdade...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Frase do dia

Hey Sugar, take a walk on the wild side.