quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Contos de fadas do Século 21

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu
muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia,
comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom
humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que
estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou
sozinho e pobre.
FIM!!!


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Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e
cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em
como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades
ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: -Linda princesa, eu já fui um
príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu
transformei-me nesta rã asquerosa.. Um beijo teu, no entanto, há de me
transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um
lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu
poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os
nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,
acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho
branco, a princesa sorria e pensava:
- Nem fo...den...do!
FIM!!!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Herança de outra vida...

...que hoje não sai da cabeça - a música, que fique claro.

Me deixe
Te trazer num dengo
Prá num cafuné
Fazer os meus apelos



Tá aqui.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Frase do Dia

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta
que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade."

( C.Drummond de Andrade)... é oq dizem

Simplesmente um luxo!


Vanity Fair.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Frase do dia

É como se eu fosse prum Vietnã
Lutar por algo que não será meu
A curiosidade de saber
Quem é você?

sábado, 12 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Porque esse assunto tá totalmente em voga na minha vida.

"No ateísmo, ao contrário das outras religiões, você desperdiçará o seu tempo com as coisas nas quais não acredita."


De um texto de Pedro Alice, teólogo e artista gráfico, que eu i no blog do Alan Sieber.

Memories are wonderful things, if you don't have to deal with the past

Before Sunset...


A Waltz For a Night

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand

You were for me that night
Everything I always dreamt of in life

But now you're gone
You are far gone
All the way to your island of rain

It was for you just a one night thing
But you were much more to me
Just so you know

I hear rumors about you
About all the bad things you do
But when we were together alone
You didn't seem like a player at all


I don't care what they say
I know what you meant for me that day


I just wanted another try
I just wanted another night
Even if it doesn't seem quite right

You meant for me much more
Than anyone
I've met before

One single night with you little Jesse
Is worth a thousand with anybody

I have no bitterness, my sweet
I'll never forget this one night thing


Even tomorrow, in other arms
My heart will stay yours until I die

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my blues
Let me sing you a waltz
About this lovely one night stand




Baby, you are gonna miss that plane.
I know.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tudo de Ben

Há uns cinco anos a TRIP fez uma festa à fantasia para comemorar o aniversário da revista.

Eu fui de freira, meu ex de presidiário. Aquela coisa, os donos da editora vestidos de Fred Flintstone e Barney, gente com bóia de patinho, meninas vestidas de Barbie. Tudo VIP Open Bar ao som de uma banda nova (aliás, se tem uma coisa que eu sei que vou sentir falta vai ser dessas festinhas...).

Enfim, antes daquela festa estavam todos ansiosos pelo show (inédito, se eu não me engano) do projeto paralelo dos integrantes da Nação Zumbi. Ninguém ainda tinha ouvido muito falar sobre a Los Sebosos Postizos.

Na hora do show, correu todo mundo lá para a frente com seus drinks em mão. “Nação tocando Jorge Ben não tem como não ser animado”, pensei, já pronta para me jogar na pixtinha. Mas, pode soar um sacrilégio para alguns o que vou dizer, depois de umas três músicas as pessoas começaram a trocar olhares e perguntar baixinho “Sou só eu ou você também tá achando um saco?” Realmente, o som é meio doidão, a maioria das músicas são bem lado B e nem todas dançantes. Aquele show – que fique claro: AQUELA apresentação - foi, digamos, um fiasco para uma festa tão animada.


Hoje, anos depois, eu estava fuçando no iTunes de um amigo meu do trabalho e encontrei o CD ao vivo “Noite do Ben”. Pirei.

Para mim, é o tipo de som inspirador, perfeito para ouvir no trabalho. As músicas que eu mais gosto são “Cinco Minutos”, a mesma que a Marisa Monte gravou, “Zumbi”, que eu também sempre curto nos shows dos Gangsters, e “Frases”, que me lembra o Chico, filho da Flá.

E aí, lembrei: em abril teve show deles e eu não quis ir.

O máximo que posso fazer, então, é deixar aqui a dica, a minha redenção e a esperança de rolar outro show em breve.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Fim de um Ciclo*

(Para a Flá)

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.


Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.

E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.



*Dizem que esse texto é do Fernando Pessoa, poeta e escritor português. Mas, como esse crédito vem da internet, eu não posso confirmar a autoria. Vale, então, pelo significado da mensagem.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Etnocentrismo, entendeu?


Dica da Key, que sabe do meu vício por tirinhas e quadrinhos.
Essa vem da série "Burka Babes", de Peter De Wit, de 2008.
Gostei tanto, mas tanto, que entrei no site da Amazon e comprei um exemplar...
Você encontra outras tirinhas da série no site da revista semanal francesa Courrier Internacional.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um Teto Para Meu País

Desde que eu era mais nova eu procurava algum jeito de ajudar as pessoas que não foram tão abençoadas como eu pela vida. Pensei em orfanatos, asilos, abrigos, etc. E foi então que, com 26 anos, me apresentaram essa ONG. Um Teto Para Meu País é uma organização formada apenas por universitários, jovens que colocam a mão na massa. Constroem casas em favelas e comunidades carentes, para aqueles que moram em lugares inacreditáveis e inaceitáveis, com a família inteira. Eu poderia fazer um texto enorme aqui para explicar tudo direitinho, mas a questão é que neste sábado dia 29/08/09 terá a 1ª Grande Coleta. O que é isso? Jovens em diversos pontos da cidade, em esquinas mais precisamente, arrecadando dinheiro para mais uma construção dessas casas. O nome da coleta é "Construa com R$5,00", porque se cada carro que falarmos doar apenas essa quantia já vamos conseguir construir um número significativo de casas. Quem se interessar e quiser saber mais pode entrar no site. Vale a pena, porque é uma iniciativa muito legal! Fica a dica...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Entendeu?

"É preciso esclarecer: se todo exotismo é um tipo de diferença, nem toda diferença é exótica; a diferença compara e relaciona, já o exotismo separa e isola; a diferença produz uma teoria política, o exotismo produz militância à parte da etnografia".
Do texto "Análise antropológica de rituais", de Mariza G.S. Peirano

Esse ano me propus a fazer pós-graduação uma vez por mês lá em Buenos Aires e estudar (e como!) antropologia. Sempre me interessei pelas ciências sociais e a possibilidade de estudar uma de suas áreas em outro país latino-americano me desafiou.

Para quem não sabe, e sempre me pergunta por que escolhi essa área, a antropologia tem a mesma base do jornalismo para mim. É uma ciência que estuda o homem e a humanidade em todas as suas dimensões; a relação do homem com o outro, seus hábitos, seus mitos, suas crenças, seus rituais, suas linguagens.

Acredito que a melhor maneira de se produzir uma boa reportagem é vivenciar aquilo que se pesquisa. Ir a campo MESMO. Na antropologia, isso é feito, assim como no jornalismo, a partir dos três conceitos básicos de olhar, escutar e escrever; e ainda com base na etnografia, metodologia de observação e análise de grupos humanos, na busca por relatar, com a maior fidelidade possível, a vida de cada um deles.

Tenho certeza de que vou entender e refletir sobre muita coisa interessante durante o curso. Como logo na primeira aula, em que aprendi sobre etnocentrismo, a maneira de ver o mundo a partir do conceito civilizacional de superior, ignorando as diferenças em relação aos povos tidos como inferiores. Ou seja, como se o que se sabe e se conhece, a cultura e os valores, fossem superiores e mais corretos do que de outras sociedades muitas vezes consideradas “exóticas”. É a tendência do ser humano de repudiar ou negar tudo que lhe é diferente. Preconceito puro e totalmente recorrente nos dias de hoje.
Antropojornalismo, no Observatório da Imprensa, em 2001.

sábado, 22 de agosto de 2009

A tal da gripe

Estou assustada com essa nova (que já nem é mais tão nova assim) gripe. Suína, A, H1N1, chamem como quiser, mas está sim, realmente preocupante!

Meus alunos de 4 anos estão sabendo o que está rolando, o que por um lado é muito bom, pois eles são um alvo muito grande, por outro lado é terrível, porque mostra que o buraco é mais embaixo.

Confesso que eu mesma estava achando um pouco de exagero, mas a mídia, ao contrário do que muitos pensam não está mostrando demais, está mostrando de menos, escondendo um pouco da situação para não virar um caos.

Bom, sem extremismos e máscaras bizarras fica aí o alerta de lavar sempre as mãos, se ficar gripado se cuidar, e procurar deixar o corpitcho em dia!

PS: Siiim, voltamos a postar!!! =)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Eu adoro a Vila Madalena

Como uma boa fã de cerveja gelada, sou frequentadora assídua da Mercearia São Pedro, do Filial, do Empanadas...

Trabalhei por muitos anos em Pinheiros, bairro vizinho que eu também adoro, então happy hour na Vila era sempre unir o útil ao agradável. Mas, até um mês atrás, eu só conhecia mesmo os bares. Um restaurante ou uma lojinha a mais e olhe lá.

Foi então que comecei a trabalhar na rua Fradique Coutinho, entre a Aspicuelta e a Wisard – no meio do agito.

Ainda estou naquela fase de encanto. De dia, o clima na Vila é outro. Faça chuva ou faça sol, sair para almoçar é sempre agradável, parece cidade do interior. As casas são coloridas, tem bastante árvore e muitas as pessoas almoçam nos mesmos bares em que fazem happy hour, algumas até acompanhadas de um chopinho. Às vezes, somos surpreendidos por alguma intervenção artística relâmpago.

Seja qual for a rua, há várias lojinhas modernas, de roupas diferentes, de bolsas coloridas, brechós, casa de bonecas, sebos, fora as escolas de teatro, de artes, de dança... A inspiração foi tanta que comecei a fazer aula de tecido e trapézio no Galpão do Circo, na Girassol.

Hoje, fui almoçar com duas amigas queridas no Florinda, um restaurante todo charmozinho, na esquina da Aspicuelta com a Harmonia. No cardápio, saladas, massas leves, quiches, sopas e sobremesas caseiras. Pedi a “Quentinha” - com entrada, prato principal, suco e café – que hoje tinha limonada, talharim com molho de gorgonzola e uma DELICIOSA sopa de abóbora. Eu não tomo café, mas o lugar é perfeito para tomar um ou comer um bolo caseiro durante a tarde. Fica a dica, pois é comida ótima a preço justo!

Na volta, me deu vontade de parar em todas as lojinhas (o que não foi possível porque eu já tinha feito muito tempo de almoço) e acabei elegendo, por enquanto, a Aspicuelta como a minha rua favorita.


Café Florinda: Rua Aspicuelta, 181. Tel.: (11) 3814-1060

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Made in Japan


A-DO-RE-I a idéia.
Nada pior do que estar na rua segurando o guarda-chuva - não importa se é uma tempestade ou uma garoa - e o telefone tocar.
Olha que lindo, agora não é mais preciso segurar o guarda-chuva com o queixo!!!
Incrível, vai?

Li a dica no
Blue Bus e o acessório está à venda na Amazon japonesa.
Se você conseguir entender alguma coisa lá, além dos números, me avisa?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Tem alguém aí?

Que feio. Dois meses sem passar por aqui...

Mas hoje é segunda, o final de semana foi ensolarado.Parece que São Pedro resolveu manter o céu azul e o clima delicioso. Tá todo mundo mais alegrinho por ai.

Nada melhor para começar bem a semana e voltar a escrever, assim como o sol voltou a brilhar em São Paulo.


E, Fê, isso é uma convocação!